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Voluntário: iluminado, espalha luz e amor

“Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo”. Com esta luz, o americano Melvin Jones clareou outros voluntários e fundou o Lions Internacional, há 101 anos.

Para falar de voluntariado, reitero simpatia à luz do despojado ditado africano: “Muita gente pequena, em lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da terra”. Já o IBGE conceitua-o: “Pessoa que dedica o seu tempo, de maneira espontânea, executando uma atividade não renumerada”.

No Brasil, o dia de ontem, 28 de agosto, foi consagrado como “Dia Nacional do Voluntariado”, instituído por Lei, em 1985. No mesmo ano, a ONU instituiu o 5 de dezembro como o “Dia Internacional do Voluntariado”. Em 2001, para exaltar a prática, intitulou-o “Ano Internacional do Voluntário-AIV”.

Consta que a primeira atividade voluntária no Brasil ocorreu em 1543. À época, a igreja católica fundou em Santos a Santa Casa de Misericórdia. Era uma atividade voluntária das mulheres conhecidas como “Damas Caridosas”. Ainda hoje, a voluntária feminina predomina, constatou o IBGE, no final do ano passado. Os 7,4 milhões de habitantes acima de 14 anos que exercem a prática representam 4,4% da população: 5,1% mulheres; 3,5% homens.

Ainda sobre a hegemonia da mulher no voluntariado, realço o artigo do então padre Luiz Antônio Ricci, da igreja São Cristóvão – atual arcebispo de Niterói – publicado pelo JC – 03/12/2013, neste espaço: “A Pastoral da Criança, com 30 anos de atuação a serviço da vida, conta com a colaboração de quase 198 mil voluntários (88% mulheres) que atendem 1,3 milhão de crianças de 0 a 6 anos, bem como famílias e gestantes”.

Outro dado relevante apontado pelos institutos de pesquisas é que muitas pessoas gostariam de exercer algum tipo de voluntariado, mas não sabem como. Não sabem como seguir a luz de Chico Xavier: “Somos responsáveis pelo mal que fizemos e pelo bem que deixamos de fazer”.

Infelizmente, outros resistem a pensar em exercer atividades voluntárias, pois acham ser exclusividade do Estado. Ficam vulneráveis à ação daqueles que, costumo dizer, são “voluntários travestidos”. Sedutores, agem pelos aspectos ideológico e político, reforçando a ideia de só exigir do Estado, sem a contrapartida da população. Filosofam que é só cruzar os braços e cobrar, cobrar…

No meu caso, tive o privilégio de trabalhar, desde a adolescência, por mais de três décadas, em empresas que, ao menos na época, tinham como filosofia “não serem meras fornecedoras de produtos”. Não obrigavam, mas viam com bons olhos a interação com a população e a prática do voluntariado, isolado ou em clubes de serviço e entidades assistenciais: Lions, Rotary, Maçonaria, Apae, Sorri…

As duas principais empresas que descrevo a filosofia de então são do setor energético: uma multinacional, do setor de derivados do petróleo – Texaco; outra nacional do setor elétrico – CPFL.

Recorro à luz de Melvin Jones para clarear o título deste texto: “O objetivo genérico do leonismo é ensinar ao povo a importância da fraternidade entre os homens”.

O autor é aposentado da CPFL, foi executivo do Gabinete da Prefeitura Bauru e da Cohab. É assessor de Civismo e Cidadania da Governadoria do Lions.

Redaçao

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