Minas Gerais

Tratamento de câncer em hospitais no Sul de MG fecha o ano com atraso de repasses e cancelamento de convênios

Cancelamento de atendimentos a novos pacientes, falta de recursos e dificuldade na aprovação de convênios foram alguns dos problemas enfrentados pelos hospitais do Sul de Minas para o tratamento de pacientes com câncer em 2017. Com um segundo semestre conturbado, gestores de saúde de algumas das maiores cidades da região tentam manter em dia os atendimentos, mesmo com salários médicos atrasados e falta de estrutura.

G1 conversou com representantes dos municípios e gestores de hospitais, que buscam por respostas, nem sempre aceitas pelas famílias que enfrentam a doença.

“Quem recebe o diagnóstico de câncer quer um tratamento imediato. Tem um prazo estipulado pelo Ministério da Saúde, mas a família, a angústia da família em resolver é imediata. E isso fica na nossa porta, as pessoas querendo uma solução que a gente ainda não pode oferecer”, explica a secretária de Saúde de Pouso Alegre, Sílvia Regina Pereira da Silva.

Todos os dias, pacientes dos 33 municípios atendidos pela microrregião de Pouso Alegre são enviados para receber tratamento em Varginha. A medida, segundo a Secretaria de Saúde, é uma solução para usar os recursos de Pouso Alegre que estão na cidade.

“Como o recurso de Pouso Alegre estava esgotado, a gente começou a transferir os pacientes para Varginha e Poços de Caldas. Poços preferiu devolver o recurso para que a gente atendesse daqui mesmo. Varginha está recebendo estes pacientes que não temos recursos para atender”, conta a secretária. Segundo o departamento de saúde, as transferências começaram a acontecer em julho.

Pouso Alegre transfere alguns pacientes para atendimento em Varginha (Foto: Reprodução/EPTV)Pouso Alegre transfere alguns pacientes para atendimento em Varginha (Foto: Reprodução/EPTV)

Pouso Alegre transfere alguns pacientes para atendimento em Varginha (Foto: Reprodução/EPTV)

As cidades do Sul de Minas sofrem com o atraso no repasse do Governo do Estado. O dinheiro é referente ao valor extrapolado nos atendimentos – os hospitais já recebem um valor fixo do Governo Federal, mas todo procedimento que ultrapassa o teto de gastos é bancado pelo Governo Estadual.

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